Minha História Deixa Que Eu Conto — Ato I, 2024
Edição aberta, não numerada. A versão padrão emoldurada está disponível na orientação horizontal, com 21 × 29 cm, ou vertical, com 29 × 21 cm, com passe-partout e moldura. Cada unidade é acompanhada por certificado de autenticidade. Versões comissionadas podem ser realizadas em outras dimensões e configurações, inclusive sobre espelhos preexistentes ou superfícies espelhadas arquitetônicas; produção, instalação e preço são definidos individualmente para cada projeto.
Further images
Minha História Deixa Que Eu Conto — Ato I apresenta a frase “Minha História Deixa Que Eu Conto” aplicada em vinil adesivo sobre um espelho. O texto permanece fixo enquanto a superfície refletora incorpora quem se coloca diante dela, assim como outras presenças e elementos do espaço ao redor. Enunciado e imagem refletida passam, assim, a ocupar o mesmo campo.
A frase encena uma disputa pela autoria narrativa. “Minha” estabelece a primeira pessoa; “deixa” pressupõe um interlocutor cuja interferência está sendo limitada; e “eu conto” reivindica para esse sujeito o ato de narrar.
Diante do espelho, porém, a posição de quem fala torna-se instável. O enunciado pode ser lido como a voz da artista e, ao mesmo tempo, ser temporariamente ocupado por quem aparece refletido em sua superfície. A obra coloca, assim, a afirmação da autoria narrativa em tensão com a própria imagem e a posição do espectador diante do trabalho.
Como primeiro ato de Minha História Deixa Que Eu Conto, a obra estabelece uma relação entre linguagem, reflexão e soberania narrativa que, nos Atos II, III e IV, será posteriormente deslocada para formas espaciais, vocais, jurídicas e escultóricas.
Exposições
Insistir em Existir: Protocolos de um Ateliê Público, exposição individual, texto crítico de Kamilla Nunes, SOMA – People & Culture, Curitiba, Brasil, 2026.
AQUI ONDE ESTOU — resto, risco, ruína e rastro, exposição coletiva, curadoria de Analize Nicolini, produção BraSA.Art, SOMA – People & Culture, Curitiba, Brasil, 2025.
Deixar de Nos Mentir, exposição coletiva, Grupo Impossibilidade de Esgotamento, curadoria de Kamilla Nunes, Florianópolis, Brasil, 2025.