Minha História Deixa Que Eu Conto — Ato I, 2024
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Minha História Deixa Que Eu Conto — Ato I apresenta a frase “Minha História Deixa Que Eu Conto” aplicada em vinil adesivo sobre espelho. A superfície reflete quem está diante dela, enquanto o enunciado intervém nessa imagem.
A obra afirma a autoria da própria narrativa em contextos nos quais histórias são frequentemente interpretadas, corrigidas ou apropriadas por outros. A frase desloca o ato de narrar do olhar externo para quem vive a experiência.
O espelho deixa de funcionar apenas como superfície reflexiva. Ele evidencia que a identidade é produzida no encontro entre imagem, linguagem e olhar social. Entre o que se vê e o que se diz sobre o que se vê, abre-se um campo de disputa.
Ao se ver refletido junto ao enunciado, o espectador é implicado nessa operação. A obra não oferece identidade como representação; afirma o direito de narrar a si e de ocupar o espaço público sob a própria voz.
Exposições
Insistir em Existir: Protocolos de um Ateliê Público, exposição individual, texto crítico de Kamilla Nunes, SOMA – People & Culture, Curitiba, Brasil, 2026.
AQUI ONDE ESTOU — resto, risco, ruína e rastro, exposição coletiva, curadoria de Analize Nicolini, produção BraSA.Art, SOMA – People & Culture, Curitiba, Brasil, 2025.
Deixar de Nos Mentir, exposição coletiva, Grupo Impossibilidade de Esgotamento, curadoria de Kamilla Nunes, Florianópolis, Brasil, 2025.